domingo, 25 de janeiro de 2009

PROSPECTA 2009 E O ACORDA!!


PROSPECTA 2009

O A(CORDA) foi a ação coletiva realizada pelos participantes da oficina de Intervenção Urbana. A oficina foi um momento de diálogo e troca de vivências entre todos. Cada um foi construindo esse momento trazendo idéias, levantando os problemas da cidade, encontrando as próprias limitações, desejos, sonhos. No último dia o EIA propôs que o grupo criasse algo e aí, desse intercâmbio de ações nasceu o A(corda)! O grupo saiu pelas ruas da região central da cidade (Cidade Alta, Centro, Ribeira) gritando Acorda! Ao mesmo tempo em que o 'grito de guerra' referia-se ao objeto em comum que cada um segurava, servia para chamar atenção dos pedestres. Ruas, lojas, calçadas, canteiros, catedral, praças, antiga pinacoteca...muitos foram os locais por onde o A(corda) passou. Os olhares atônitos das pessoas refletiam a quebra do cotidiano; um novo olhar para o espaço urbano, uma nova forma de ocupar, protestar, agir... e lá no meio do povo eu ouvi de um passante "é isso aí, acorda Natal!"















MUITAS AÇÕES DENTRO DO PROSPECTA















GERAIS DO PROSPECTA 2009

Um dos momentos de confraternização


Milena Durante e Gustavo São Jorge, integrantes do coletivo EIA (SP) em ação nas dinâmicas
Jean Sartief fotografando tudo, inclusive ele mesmo!!


Júlio Castro (de verde) filmando tuuuuudo!


Adriana Lopes chegando na Capitania cheia de graça para mais um dia de muito trabalho



Roberto Medeiros ajudando no Prospecta 2009



Ao final das oficinas um lanchinho booooooooooooooooom!


ABERTURA DO PROSPECTA 2009 - 20 de janeiro

O Presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes, César Revorêdo, abrindo oficialmente o Prospecta 2009

Público lotando o auditório na abertura
Eduardo Verderame, do coletivo Experiência Imersiva Ambiental (EIA- SP) abrindo o primeiro dia do PROSPECTA 2009


Imagens da Semana de Imersão Ambiental (EIA 2005) exibido no Prospecta 2009

Público atento a fala de Eduardo Verderame do Coletivo EIA - Experiência Imersiva Ambiental
Exibição do material do Coletivo EIA


DEBATE SOBRE PERFORMANCE - 21 de Janeiro de 2009

Civone Medeiros arrasando no debate sobre Performance


O público lotando o auditório da Capitania das Artes para o debate sobre Performance

Debate sobre performance com a super simpática Daniela Labra


Material exibido por Daniela Labra no debate

DEBATE SOBRE FOTOGRAFIA - 22 de Janeiro de 2009

Debate sobre Fotografia com Jefferson Alves

Debate sobre fotografia com Henrique José
Debate sobre fotografia com José Frota


Fotos: Jean Sartief

DEBATES SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS - 23 de janeiro de 2009

Debate sobre Políticas Públicas com Flávia Vivacqua (SP)
Debate sobre Políticas Públicas com Josenilton Tavares representando a Fundação
Cultural Capitania das Artes


Debate sobre Políticas Públicas com João Natal representando a Fundação José Augusto

Oficinas no Prospecta 2009

Oficina de Intervenção Urbana com o coletivo EIA - Experiência Imersiva Ambiental prospectando a cidade

Oficina de Intervenção Urbana com o coletivo EIA - Experiência Imersiva Ambiental

Oficina de performance com Daniela Labra

Oficina de fotografia com o José Frota

Oficina de fotografia com o José Frota


Fotos: Jean Sartief


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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CURRÍCULOS DOS CONVIDADOS DO PROSPECTA-2009

JOSÉ FROTA - RN
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José Frota nasceu em São Paulo em 1965. Deixou a cidade em 1990 e fixou residência em San Francisco, CA. Retornando ao Brasil em 2003 fixou residência em Natal, RN. Cursou um ano de Ciências Sociais na PUC São Paulo e um ano de Geografia na USP. Em 1997, concluiu Bacharelado em Geografia pela University of Berkely, CA. Em 2005, fez especialização em Educação Ambiental pelo SENAC, cuja monografia é uma proposta de se trabalhar a linguagem fotográfica como instrumento de expressão e investigação do indivíduo e sua relação com o entorno. Há três anos vem se dedicando exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento de trabalhos autorais em fotografia. Os rastros como metáfora do tempo e da vida marcam as fotos de José Frota. Selecionado com "Espaços Interiores" na II MOSTRA DO PROGRAMA DE FOTOGRAFIA, do Centro Cultural São Paulo/Galeria Olido. Foi selecionado para Residência no Projeto DENcidade - Funarte Conexões (2008). Participou do XI Salao de Ar tes Visuais da Cidade de Natal (2007-2008); além de exposição individual no Itaú Cultural (2007); e das coletivas Prêmio Porto Seguro (2007); II Bienal de Porto Santo - Portugal (2007). Ganhou os prêmios Porto Seguro de Fotografia na categoria Brasil (2007); de seleção pelo projeto Portfolio Itinerante 2007 do Itaú Cultural; e prêmio aquisição no X Salão de Artes Visuais da Cidade de Natal (2006-2007).
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CIVONE MEDEIROS - RN
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Civone é artista performer, curadora, produtora e agitadora cultural e poeta de primeira linha. Sua influência é diretamente atribuída a baluartes da poesia natalense e prefere fazer performances, onde demonstra mais liberdade de expressão poética. Em 2000, Civone promoveu um intercâmbio cultural entre Natal e Viena chamado "A Arte na Esquina do Brasil", o qual surgiu a partir de um texto sobre Guaraci Gabriel. De 97 até 99 foi um período de pré-produção e escolha do elenco de artistas natalenses que iriam fazer uma turnê pela Áustria. Foi uma das integrantes do "Grupo Oxente de Intervenção Ambiental". Atualmente, Civone lançou a coleção Consuma Civone e está na internet com o site Na rede com Civone e o blog Performare, além do blog Virada num traque..
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DANIELA LABRA - RJ
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Daniela Labra (Chilena, 1974) é pesquisadora formada em teoria do teatro e pós-graduada em comunicação e artes pela Universidade Complutense de Madri. Desenvolve pesquisa sobre linguagens híbridas no teatro contemporâneo e nas artes visuais (video-instalações). Colabora com o jornal "Capacete Planet", do Rio de Janeiro, e participou do núcleo de estudos em crítica de arte no Centro de Artes Maria Antônia, da USP, sob a coordenação de Lorenzo Mammi. É curadora independente e pesquisadora em Artes Visuais. Mestra em Artes pelo Instituto de Artes da UNICAMP, Campinas, São Paulo. Realizou os projetos de curadoria Perambulação - Projetos Sobre Espaço Urbano. 2ª Bienal de Arquitetura de Rotterdam (Rotterdam, Holanda, 2004/2005); Verbo (Galeria Vermelho, São Paulo, 2004/2005);Urban Scapes (Galeria DNA, Berlin, Alemanha, 2006); Juha Nenonen e Miklos Gáal (Centro Mariantonia/USP, SP, 2006); Corpo Ausente/Corpo Presente (Galeria Mauá - Chave Mestra. Rio de Jane iro, RJ, 2006) e Fabulosas Desordens (Centro Cultural da Caixa, Rio de Janeiro, 2007). Participa do Conselho Editoral da revista de crítica de arte Número e também do projeto multimídia independente A Revolução Não Será Televisionada.
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EDUARDO VERDERAME - SP
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É cofundador e membro do Coletivo EIA - Experiência Imersiva Ambiental e do Coletivo Esqueleto Coltivo, ambos em atuação em São Paulo e no Brasil. Formado pela Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Como trabalhos individuais participou da II Mostra do Programa de Exposições 2008, Centro Cultural São Paulo. criou a exposição O Fogo do Esquecimento, Casa das Caldeiras, São Paulo. O Primeiro e o Último Vôo, Galeria Favo, São Paulo entre outros. O EIA, Experiência Imersiva Ambiental é hoje um dos coletivos mais artivistas de São Paulo. Desde 2004 o grupo realiza a Semana Imersão na qual artistas de todo o Brasil atuam presencialmente ou não em várias áreas da cidade que são mapeadas pelo grupo. Em 2005 o EIA realizou o SPLAC 2005 - salão independente que usou a ironia para fazer de atos de desobediência civil, arte e cidadania dada a urgência do abuso da publicidade imobiliária no espaço público o co letivo se mobilizou para realizar um ato que surpreendesse a sociedade e as entidades privadas desse setor com relação a tais práticas abusivas.Em março de 2006, o EIA incluiu-se nas dinâmicas dos coletivos em prol da ocupação Prestes Maia, contrários ao despejo das quase 2000 pessoas que lá moravam. O EIA organizou o Baile dos Espantalhos e incendiou de alegria o evento promovido em resistência à decisão judicial. Do Prestes Maia, o EIA também saiu fortalecido como coletivo e iniciou a intensa produção de um novo projeto. O evento foi batizado de Interrogacidade e foi realizado na segunda Virada Cultural em maio de 2006, por meio de um convite do Centro Cultural São Paulo e da Secretaria da Cultura do município. O EIA iniciou 2008 com a convicção de que era necessário repensar o formato de imergir na cidade. Seguir com a mesma dinâmica seria uma clara cristalização de formato, que se cega às potencialidades do encontro criativo entre coletivos e comunidades que dão ao espaço público direções, essências e atribuições que de fato respeitam o presente como espaço de liberdade e reconf igurações inesgotáveis. A opção por se fazer um JOGO surge da percepção de que o mais rico do EIA é a convivência entre pessoas de diversas cidades brasileiras, com as mais variadas trajetórias artísticas, políticas, amorosas e territoriais.
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HENRIQUE JOSÉ - RN
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Repórter Fotográfico, artista multimedia, graduado no Curso Superior de Tecnologia em Lazer e Qualidade de Vida do CEFET/RN; desenvolve várias atividades de educação popular, fotografia e vídeo no Terceiro Setor, é sócio/fundador da ONG ZooN Fotografia, que é uma ONG que tem como motivação a promoção de imagens artísticas e fotojornalísticas, de grupos e de pessoas. Constituída de profissionais experientes, e existe ha mais de dez anos. Henrique ministra diversos cursos e oficinas de fotografia. Foi um dos premiados no II Salão Abraham Palatink.
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JEFFERSON FERNANDES - RN
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Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRN. Pesquisa a fotografia como mediador do processo ensino-aprendizagem de pessoas com deficiência visual, tendo como principal interlocutor o Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do RN (IERC).É professor do Departamento de Educação e dos Programas de Pós-Graduação em Educação e Artes Cênicas da UFRN. Orienta trabalhos em torno do Ensino de Artes, dando ênfase à Fotografia e ao Teatro, vinculados à inclusão escolar.
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FLÁVIA VIVACQUA
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Nascida em São Paulo no ano de 1975, mora e trabalha a partir de São Paulo, Brasil. Artista, curadora e educadora, iniciou seu mestrado em Artes Visuais pela UNICAMP e é formada em Licenciatura em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Teve como primeira formação as Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia Helena, Teatro Escola Macunaima e Scuola Internazionale Dell’attore Commico, na Itália, especializando-se em Teatro de Rua e Mascaras. De 1989 a 1998 realiza trabalhos como atriz e direção teatral. De 1998 a 2002, trabalhou na Rede Municipal de Ensino, pela periferia de São Paulo. Em 2002 iniciou o levantamento de coletivos de arte atuantes no Brasil. Em 2003 tem como iniciativa o CORO - Coletivos em Rede e Organizações (http://www.corocoltivo.org/), agregando uma rede de coletivos de arte e outros diferentes profissionais pelo Brasil. É integrante do coletivo Elefante (http://elefante0.zip.net/). Idealizadora, Curadora e articuladora de diversas iniciativas como o 48horas em 2002, ReverberAções 2004 e 2006, Encontro de Coletivos Chave Mestra(RJ) - 2004, Coletivações – 2005 (projeto de intercambio/Brasil e França), seminário RITMOS DA URGENCIA (Prêmio Cultura e Pensamento 2006), entre outros. Desde 2005 vem realizando palestras e debates sobre arte, cultura e processos coletivos de trabalho e criação. Gerenciou a Galeria Favo em 2005 e 2006, onde realizou curadorias como ECO-LÓGICA. Em 2007 cria a Nexo Cultural para agenciamento e acompanhamento de processos criativos, consultoria e desenvolvimento de projetos culturais, educativos e ecologicos. Integra o Conselho do ‘Interações Florestais’ (http://www.terrauna.org.br/), criando, desenvolvendo e coordenando a Residência Artística na ecovila Terra UNA (Prêmio Conexões 2007). Em 2008, realiza o Educação Gaia - Design em Sustentabilidade, pela UMA PAZ e Globo Ecovillage NetworK, especializando-se em design e assentamentos humanos sustentáveis. Desde 1998 vem realizando exposições de suas performances, intervenções, instalações e fotografias em diversas cidades Brasileiras e no exterior.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

PROSPECTA 2009 NA MÍDIA


PERFORMARE - http://performare.blogspot.com
- http://naredecomcivone.blogspot.com/

LADO [ R ] - http://ladorsemcolchetes.blogspot.com/2009/01/prospecta-2009.html

TRIBUNA DO NORTE - http://tribunadonorte.com.br/noticias/98329.html

- http://tribunadonorte.com.br/noticias/98334.html

DIÁRIO DE NATAL - http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=6&idmat=179327

AGENDA DIGI - http://agenda.digi.com.br/2009/01/13/prospecta-2009-discute-as-artes-visuais-no-brasil

FERMENTAÇÕES VISUAIS - http://fermentacoesvisuais.blogspot.com/2009/01/prospecta-2009.html

GRANDE PONTO - http://grandeponto.blogspot.com/2009/01/prospecta-2009-vai-discutir-as-artes.html

DIÁRIO ON LINE - http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/1735/

BLOGUE DO FERNANDO MACHADO - http://fernando.blogueisso.com/2009/01/17/noticias-do-rio-grande-do-norte-64/

ACESSO RN - http://assessorn.zip.net/

ESPAÇO ABERTO - http://becopress.blogspot.com/2009/01/prospecta-2009-discute-as-artes-visuais.html

UNIVERSO MODA - http://robertapimenta.blogspot.com/2009/01/prospecta-2009.html

SOLTO NA CIDADE - versão impressa, mas confira o site que vale a pena! http://www.soltonacidade.com.br/

AGENDA DIGI - http://www.nominuto.com/cultura/prospecta_promove_intercambio_sobre_artes_visuais_brasileiras/32964/

NATAL PRESS - http://www.natalpress.com/index.php?Fa=mat.inf&MAT_ID=23171&EDI_ID=7

FUNCARTE - http://www.natal.rn.gov.br/funcarte/#

DIÁRIO DE NATAL - http://www.dnonline.com.br/ver_noticia/1735/

CLICK RN - http://www.clicrn.com.br/plantao.php?noticia=147305&categoria=5

OVERMUNDO - http://www.overmundo.com.br/agenda/panorama-visual

A VARANDA - http://avaranda.blogspot.com/2009/01/fim-de-semana-em-natal.html

ENTREBAIRROS - http://www.entrebairros.com.br/v1/index.php?option=com_jcalpro&Itemid=30&extmode=view&extid=170

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PROGRAMAÇÃO


O PROSPECTA - 2009 traz a Natal nomes importantes da performance (DANIELA LABRA/RJ), da intervenção urbana (COLETIVO EIA/SP) e políticas públicas FLÁVIA VIVACQUA/SP para debater com nomes importantes da arte potiguar como CIVONE MEDEIROS, JOSÉ FROTA, HENRIQUE JOSÉ, além de ter nas mesas pesquisadores e gestores públicos com o intento de gerar boas reflexões e ampliações dessas discussões através das oficinas que aconteceram à tarde no Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, na Praça Augusto Severo.


Os debates, antecedidos pela mostra de vídeo arte, acontecem à noite, das 18h às 21h.
Por falar nisso, é uma chance para os artistas e interessados na linguagem de vídeo mostrar ao público suas produções numa mostra gratuita que será exibida nos dias 21,22 e 23.



20 de janeiro (terça-feira)
- abertura com Eduardo Verderame do Coletivo EIA/SP


21 de janeiro (quarta-feira)
Tarde (14h às 17h) - Oficina de performance, fotografia e intervenção urbana
Noite (18h às 19h) – Mostra de Vídeos
Noite (19h às 21h) – 1ª Mesa redonda PERFORMANCE (Daniela Labra / Civone )

22 de janeiro (quinta-feira)
Tarde (13h às 17h) - Oficina de performance, fotografia e intervenção urbana
Noite (18h às 19h) – Mostra de Vídeos
Noite (19h às 21h) – 2ª Mesa redonda FOTOGRAFIA (Zé Frota/Jefferson Alves/ Henrique José)

23 de janeiro (sexta-feira)
Tarde (13h às 17h) - Oficina de performance, fotografia e intervenção urbana
Noite (18h às 19h) – Mostra de VídeosNoite (19h às 21h) – 3ª Mesa redonda POLÍTICAS PÚBLICAS (Flávia Vivacqua/Fundação José Augusto/ FUNCARTE)

sábado, 10 de janeiro de 2009

DA PRODUÇÃO DE ARTE BRASILEIRA ATUAL, POR DANIELA LABRA, UMA DE NOSSAS CONVIDADAS

Daniela Labra, nos oferece uma reflexão sobre o bom momento da arte contemporânea brasileira a partir de um olhar para a nossa própria história dentro da arte, mas sem deixar de aludir aos riscos sutis de uma construção artística globalizada.
Foto ilustrativa
Da produção de arte brasileira atual
Daniela Labra

Reunir numa só mostra sessenta artistas cuja produção está legitimada pelo circuito nacional certamente oferece um panorama amplo da arte brasileira contemporânea, mas dificilmente consegue dar conta da totalidade do que vem sendo produzindo com constância e qualidade no Brasil. Ainda bem. A arte contemporânea brasileira oferece tal diversidade de propostas que, para nosso deleite, não se esgota numa exposição.



A vitalidade dessa produção, nas palavras do crítico Fernando Cocchiaralle se dá hoje graças a “um passado moderno e contemporâneo que poucos países talvez possuam” erigido “na qualidade da obra de muitos artistas das três ou quatro últimas gerações” [1]. Neste passado, de acordo com o crítico, dois marcos constituíram inovação no campo da arte brasileira: o discurso antropofágico (abrasileiramento de tudo o que vem de fora), no final da década de 1920, e as idéias neoconcretas, trinta anos depois, valorizando o que é da ordem do experimental (o processo).



Estes dois marcos apontados por Cocchiaralle são relidos na arte contemporânea brasileira. Nessa situação, a premissa antropofágica de “abrasileiramento do que vem de fora” hoje se coloca como a deglutição de referências estrangeiras para deixar uma proposta brasileira com jeito de mundo, e não o oposto, de acordo com o sentido inicial dado por Oswald de Andrade. No impulso de negar o estereótipo de arte colorida exótica que permanece encoberto pelo eurocêntrico rótulo do multiculturalismo, o abrasileirar tornou-se um movimento que dá à arte brasileira uma cara internacional.



Contudo, ao fugir da condição de colonizado-copista e do estigma que vende a mulata, a bossa nova, as sandálias, a caipirinha, a arte brasileira se arrisca a se tornar estrangeira no processo de globalização que também deglute o que é do outro, colocando tudo num patamar estético que diz respeito a todo lugar e a lugar nenhum. A cultura globalizada pode descaracterizar o que é local e nessa esteira grande parte da nossa produção artística contemporânea cai num espaço de pertencimento internacional cujo matiz estético assemelha-se a uma pasta homogênea.



Se, então, uma homogeneização estética trazida pela globalização também nos atinge, como explicar a vitalidade da produção contemporânea brasileira? O que a diferencia num cenário global quando não se apóia no discurso exótico-nacionalista?



Além dos antecedentes citados que dão uma base teórica e formal para nossa arte, há ainda a máxima vigente de Hélio Oiticica “da adversidade vivemos”, símbolo de uma característica que acompanha o crescimento do país e a sua inserção na economia mundial como um todo. Nossa realidade político-social de nação ‘em desenvolvimento’somada à ausência de uma tradição clássica nas artes é ainda fator importante para destacar a produção brasileira nesse caldo. A situação do Brasil, adversa e não mais ilustrada ao modo do realismo social ou das temáticas folclóricas, está presente nas obras como pulsão criativa, invenção, escárnio e descompromisso com quaisquer cânones dos centros hegemônicos. Nesse cenário, a criação no âmbito do improviso, instalada como modo operante para bem e para mal, ainda perpetua o legado experimental e a “vontade construtiva geral” preconizada por Oiticica. [2]



Acompanhando o movimento de internacionalização da arte brasileira, o meio que a gera e dissemina também sofreu modificações estruturais importantes nas últimas décadas. Ao se abrir para o mundo globalizado, profissionalizou-se um pouco mais, acompanhando a nova geração de artistas, que são muitos, cujas carreiras se iniciaram sob a égide da estabilidade econômica. Estes, podem aprimorar e diversificar sua formação tanto em novos cursos de arte que vêm aparecendo no Brasil como em viagens pelo país e mundo afora. Também podem se conectar a infinitas redes de trabalho e pensamento pela internet ou nos programas de residências artísticas que se multiplicaram pelo planeta na última década.



Todavia, há um descompasso entre esse cenário de possibilidades que produz o artista e a sua arte e a ausência de uma infra-estrutura forte o bastante para absorvê-los e fazê-los circular amplamente. Apesar de uma maior profissionalização das instituições culturais e de um incremento do circuito comercial de galerias, ainda lidamos com a falta de técnicos, com recursos escassos, com poucas publicações, entre outras carências que parecem eternas. Tais problemas fazem da adversidade não um estímulo, mas um entrave incontornável quando o assunto é formação de público. Não podemos esquecer que o país continua sem um museu com uma exposição permanente que reúna significativamente a produção brasileira do século XX e ainda dói a lembrança de que uma das melhores e mais completas coleções particulares de arte concreta e neoconcreta foi vendida para um museu estrangeiro sem que houvesse grande esforço governamental para mantê-la aqui.[3] O vazio que sua exportação futuramente deixará em termos educativos é imensurável, mas não vamos desanimar...



Uma exposição como esta é prova que se vive um momento profícuo nas artes plásticas e que a euforia é grande. Voltemos nossa atenção a ela e celebremos a pujança da arte nacional. Façamos votos para que sua fecundidade contamine e estimule o amadurecimento em todos os níveis institucionais no meio da arte e da cultura brasileiros. Assim, talvez daqui a 10 anos o artista poderá afirmar: Da adversidade viemos, mas nela não vivemos mais!


[1] COCCHIARALLE, Fernando. “Da Adversidade Vivemos”. In. FERREIRA, Glória (Org.). Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas. Rio de Janeiro, FUNARTE, 2006.
[2] OITICICA, Hélio. “Esquema Geral da Nova Objetividade”. In: FERREIRA, Glória e COTRIM, Cecília (Orgs.). Escritos de Artistas: anos 60/70. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 2006
[3] O Museu de Belas Artes de Houston (MFAH), nos Estados Unidos, adquiriu a coleção Adolpho Leirner de Arte Concreta Brasileira em março de 2007. A coleção é formada pelos melhores exemplos da abstração geométrica em pinturas, objetos, pôsteres e materiais gráficos produzidos pelos mais importantes artistas brasileiros no pós 2ª guerra.








FICHA DE INSCRIÇÃO


Clique na imagem para imprimir nossa ficha de inscrição e entregue na Capitania das Artes.


Vale lembrar que o evento é gratuito, mas não deixe para se inscrever depois porque as oficinas tem vagas limitadas!








CONHEÇA O EIA, UM DE NOSSOS CONVIDADOS!


EIA- Experiência Imersiva Ambiental

Em agosto de 2004 nasceu o EIA como um grupo transdisciplinar de cidadãos que reflete e interage com a cidade. O nome – Experiência Imersiva Ambiental - já define as principais atitudes do coletivo a experiência – o ato de lançar-se ao novo, a imersão – o fato de estar rodeado, imerso no ambiente urbano, a atitude em favor de uma transformação positiva da sociedade. A história do grupo passa necessariamente por Salvador, onde, em maio de 2004, ocorreu o primeiro Salão de Maio, organizado pelo GIA, Grupo de Interferência Ambiental (http://giabahia.blogspot.com/). Entre os participantes do EIA estão e já estiveram artistas plásticos, arquitetos, comunicadores sociais, produtores, filósofos, músicos, poetas, escritores, atores e advogados. O método de organização é aberto, colaborativo e auto- gestionado.

Depois do batismo na Bahia, o desafio do EIA foi a organização e realização da primeira imersão urbana em São Paulo, em novembro de 2004. Seguindo a receita baiana, o coletivo recebeu e realizou cerca de 50 projetos de arte pública. A comunicação entre os potenciais participantes se deu prioritariamente pela internet, usando redes como o CORO, Coletivos em Rede e Ocupação (http://www.corocoletivo.org/). Enviamos editais/ convocatórias, de repercussão nacional, que ativaram o envio pelo correio de propostas de trabalhos de intervenção urbana e a vinda de pessoas de todo Brasil para agirem juntas na cidade. O mapa de ação para a semana era criado a partir da compreensão dos projetos recebidos e a percepção do coletivo, e agregados segundo os locais da urbe que nos pareciam mais potentes para recebê-los.

Em 2005, o coletivo se envolveu com a crítica questão da especulação imobiliária na cidade, somada a grande pressão da política hegemônica higienista do governo paulista sobre as populações excluídas. Articulamos o projeto SPLAC!, iniciativa que estimulava a intervenção em material publicitário irregular, que antecedeu a aprovação da lei que proibiu seu uso. A semana de imersão de 2005 usou a mesma estratégia do ano anterior, mas os locais ativados se expandiram, bem como o número de participantes.

A partir de 2006 o grupo mudou sua abordagem com relação as convocatórias, e passou a desenvolver um trabalho de cartografia do espaço público prévio à imersão, ativando comunidades e contextos sociais específicos. Entra em cena a articulação e pesquisa das questões históricas, simbólicas, afetivas, socioambientais e demográficas de cada território. Os planos de investigação se fortaleceram, e o EIA passou a ativar essas relações para agir especificamente dentro desses contextos.

O ano de 2008 marcou a investigação do grupo sobre o conceito de JOGO. Adotando espaços urbanos como campos de investigação denominados "Territórios Anfitriões", construiu-se um tabuleiro para atuação e interação de comunidades de produção local com artistas e pesquisadores de todo Brasil. Anualmente, antecedendo o processo de ação/ imersão (nove dias contínuos de vivência) realizamos uma série de debates investigativos, relacionando diversos pontos de vista e troca de informações em distintas áreas do conhecimento, transversalizando discursos e reflexões sobre o viver na cidade contemporânea. A troca de conhecimento segue, portanto, numa direção cíclica, na difusão das práticas e experiências do coletivo em São Paulo, nas percepções dos participantes de fora, e na recombinação de valores e intenções. Criando enclaves, criando diálogos, criando parcerias, atingimos uma dimensão de Vivência, onde harmonizamos os devires sociais, políticos e simbólicos, fortalecendo a rede de afetos e produção.

A idéia de colaboração energiza todos os segmentos e todo o trabalho do EIA, desde sua organização funcional, que é aberta, até a participação direta com propostas de trabalho dentro das chamadas públicas e nacionais, como por parte dos campos de investigação acionados com seus devidos conhecimentos locais, grupos de atuação comunitária e núcleos de representação social.

Através da plataforma de organização auto-gestionada, exercemos nosso direito de atuação no espaço público, onde conseguimos mesclar a investigação subjetiva do espaço social, construindo formas de interagir com ele, além de construir novos sistemas de organização e experimentação política através do exercício da cidadania criativa. O conceito de imersão ambiental através de convocatórias públicas e inclusivas remete à idéia de participação popular. Colaboração nesse âmbito evoca forças de realização de ações efêmeras e práticas imateriais no entorno urbano.

Relações institucionais / parcerias / campos de afinidade / elos de aproximação

Em seu trajeto o EIA sempre contou com parcerias institucionais de base, acadêmicas ou não, com organismos culturais independentes ou governamentais, coletivos de produção autônomos e redes sociais, nunca tendo se vinculado ao apoio de empresas privadas. Dentre esses parceiros destacam-se : CUCA – Centro Universitário de Cultura e Arte, CEUMA – Centro Universitário Maria Antonia, CCSP – Centro Cultural São Paulo, Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, MSTC – Movimento Sem Teto do Centro, Ocupação Prestes Maia, Integração Sem Posse, Esqueleto Coletivo, Reverberações, CORO Coletivo, RIZOMA, Coletivo OS PIGMEUS, Ateliê Espaço Coringa, Barulho.org, Terreiro do Pai Josias, JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube, Oficina Cultural Oswald de Andrade, Coletivo Entretantos, MULTIPLICIDADE, GIA – Grupo de Interferência Ambiental, Coletivo Interatividade, INTERURBANOS, FORA-DO-EIXO, CCJ – Centro de Cidadania da Juventude, Massa Crítica – Bicicletada São Paulo, Revista Viração, Sinfonia de Cães / CICAS, Coletivo Imargem, Verdurada, Intervozes, entre outros. - Show quoted text -

Descrição dos processos desenvolvidos de 2004 a 2008 :

Semana de Imersão 2004 – 54 trabalhos realizados durante 9 dias. 15participantes presenciais, a maior força de atuação se deu em bairroscentrais e centros comerciais e históricos da cidade.

Registros podem ser vistos pelo youtube :

http://www.youtube.com/watch?v=Q4O81LgUJEM


SPLAC 2005 – Este salão independente usou a ironia para fazer de atosde desobediência civil, arte cidadania. Constatada a urgência do abusoda publicidade imobiliária no espaço público nos mobilizamos para dealguma forma realizar um ato que surpreendesse a sociedade e as entidades privadas desse setor com relação a tais práticas abusivas. Airreverência foi o principal argumento para desenvolver esse projeto.O SPLAC! contou com a participação de mais de uma centena de trabalhose repercussão em jornais, aumentando o grau de discussão e consciênciasobre o papel e os limites propaganda e da especulação imobiliária. Estabelecemos uma produtiva parceria com o coletivo Esqueleto Coletivo e o Espaço Coringa.

A trajetória desse processo pode ser contada em 2 etapas :

1ª etapa – 2 meses de reunião, encontros e articulações para gerar umaação em 3 atos, ato 1 – retirar de circulação o máximo possível deplacas, de anúncio imobiliário do espaço público que se encontrassemem situação irregular segundo as normas de publicidade urbana, durante uma sexta-feira à noite. Ato 2 – abrimos o ateliê durante todo o diade sábado para convidados e interessados e a realização e produção artística sobre esse suporte : a placa imobiliária. Ato 3 – realizaçãode uma mostra com os resultados dessa jornada em uma praça pública criando um ambiente cultural provocativo. Foram realizados 50 trabalhos nas placas, mais de 30 artistas e coletivos participaram com trabalhos entre desenhos, colagem, poesia, murais, painel de recado, instalações, pinturas, brincadeiras e arquiteturas precárias.

2ª etapa – Com a finalização da mostra na praça pública, as placas migraram para compor um acervo de resistência junto a ocupação Prestes Maia, então a maior ocupação vertical de sem teto da América Latina, com aproximadamente 2000 moradores, e demais movimentos sociais de moradia. A utilização nômade desses suportes ganhou volume crítico durante o Julho de Resistência Cultural, em 2005, quando foi criado um campo de resistência para fazer frente a ameaça de violenta reintegração de posse. As placas foram expostas na avenida em frente a
ocupação todos os sábados de julho, como parte das ações articuladas do Integração Sem Posse, movimento de artistas e movimento social por habitação. Além das placas, a avenida foi ocupada com apresentações de performances, pirotecnias, conversas e ações diversas. Esta ação conjunta, autônoma e independente causou um impacto na produção artística em questão, descolando pessoas para ocupação e fazendo dela uma galeria de arte efêmera em pleno centro de SP, em e em condições autônomas e independentes. A ação dos coletivos de artistas bem como a biblioteca do então morador da ocupação, Seu Severino, causou profunda
transformação em como a a população enxergava o local, em uma importante e difícil lição do poder da resistência cultural.

http://splac.atspace.org


Semana de Imersão 2005 – A organização do segundo festival EIA deu-se de maneira menos espontânea que o primeiro: abrigou cerca de 70 projetos, 23 participantes presenciais, conferências sobre os processos da especulação e revitalização na cidade, realizou uma importante parceria com o Centro Cultural São Paulo, sendo incluído na programação da Primeira Virada Cultural. Após o encontro, entramos num ciclo de re-articulação interna para incrementar um novo sentido em nossos processos

http://eia05.zip.net


Baile do Espantalhos / IX Bienal de Havana 2006 – Território São Paulo – em março de 2006, o EIA incluiu-se nas dinâmicas dos coletivos em prol da ocupação Prestes Maia, contrários ao despejo das quase 2000 pessoas que lá moravam. O EIA organizou o Baile dos Espantalhos e
incendiou de alegria o evento promovido em resistência à decisão judicial. Novamente uma vitória: a decisão foi revista dando uma sobrevida aos moradores de lá. Foi a primeira experiência do grupo como um propositor conceitual de um projeto artístico, a ação proposta consistia em realizar por 3 dias uma oficina aberta dentro da ocupação prestes maia, criando junto com mulheres, crianças e demais moradores da ocupação uma série de espantalhos para serem expostos durante a mostra, e também que bailassem durante o maracatu improvisado na abertura da mostra. A escolha do espantalho se deu devido ao caráter simbólico do mesmo com relação a idéia de espantar os algozes da lavoura, nesse caso a metáfora se aplicava as forças policiais do estado.

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/03/349660.shtml


INTERROGACIDADE – Do Prestes Maia, o EIA também saiu fortalecido como coletivo e iniciou a intensa produção de um novo projeto. O evento foi batizado de Interrogacidade e foi realizado na segunda Virada Cultural em maio de 2006, por meio de um convite do Centro Cultural São Paulo e da Secretaria da Cultura do município. O acontecimento contou com grupos convidados e uma vivência junto aos moradores de rua do centro, com atividade durante 16 horas ininterruptas, projeção multimídia de 20 metros em pleno centro e SP e durante uma crise de segurança da cidade por conta dos ataques de facções criminosas. O resultado foi uma grande celebração pela vida, contra a violência e de livre associação de propostas no espaço público. Acho que podíamos falar do cortejo do tranca rua e das contradições de nossa participação na virada e nossas estratégias de critica-la de dentro

www.eia05.zip.net


"O que Vitória precisa para Vencer ?" – Esta foi a segunda experiência do EIA como propositor de um projeto estético-conceitual de intervenção urbana, dentro de um evento irmão realizado em Vitória, no estado do Espírito Santo, chamado Multiplicidade. Trata-se de uma campanha simbólica com intuito de investigação subliminar sobre a campanha eleitoral em curso na cidade. A intervenção contou com carro de som pelas ruas, além de panfletos, camisetas e faixa. Dentro um percurso traçado pudemos provocar a cidade a refletir sobre a questão do voto e do fazer político com viés simbólico.

http://multiplicidade2006.blogspot.com/


Semana de Imersão 2006 – No primeiro semestre de 2006, o EIA integrou a programação do Reverberações 2006, com uma oficina para investigar a região e articular a comunidade local, além de acompanhar o festival, por toda a semana em São Paulo. Esta pré- imersão culminou com a ação "percurso Vila nova Cachoeirinha", em parceria com o BaqueBolado e
Biba Rigo (www.reverberacoes.com.br). O Reverberações articula e integra diferentes projetos e/ou iniciativas culturais autônomas, que por sua vez articula participações nacionais e internacionais, em um encontro aberto e participativo.

São artistas e coletivos de arte, pensadores, críticos de arte, curadores, coordenadores de ações continuadas, espaços de arte auto-geridos (virtuais inclusive), associações e cooperativas de artistas no Brasil e no exterior, preocupados e atuantes pelas novas formas de processos coletivo, que propõem jogar foco sobre fundamentais práticas e pensamentos da cultura atual.

A soma e reflexão sobrea trajetória do EIA, leva o coletivo a uma nova configuração para 2006. Agora a principal atividade é a investigação de situações de potência para imersão pública. Criam-se sub-grupos de trabalho para desenvolverem relações com regiões afastadas do centro do cidade, na chamada "Bolsa de Exclusão", onde de fato existe carência do poder público, bem como discriminação social por parte da classe social dominante concentrada nos centros econômicos.
Concebemos nessa etapa a idéia de MAPEIA. Trata-se do levantamento e
disponibilização de um circuito de informações sobre esses territórios anfitriões, e o modelo de convocatória passa a instigar por parte dos participantes um estudo prévio dos espaços investigados e uma elaboração de propostas para agir em contextos específicos. Também nessa empreitada desenvolvemos uma oficina para investigar a questão do controle social por parte dos aparelhos panópticos, instalados pela Secretaria de Segurança do município para vigiar a população. Nesse mapeamento especifico nos demos conta da privatização do espaço
público e da mestiçagem de poderes, identificando o quão apropriada é a cidade com relação aos interesses privados. Essa ação se chamou ATITUDE SUSPEITA e foi realizada junto ao Esqueleto Coletivo. As cartografias e registros podem ser vistos nos links :

http://www.mapeia.blogspot.com


2007 – Ano de demandas / maturação. Refletir e compartilhar. Durante o ano de 2007 o grupo opta por não realizar evento anual, mas sim, concentrar forças para uma auto- avaliação do processo até o momento, bem como representar e difundir as atividades realizadas para fora do circuito de São Paulo, apresentando-se em conferencias e oficinas por todo Brasil. Neste ano participamos do projeto MIL971, um encontro de mais de 30 artistas que se juntaram para gerir uma semana de experiências em um estúdio fotográfico. O evento envolveu exposição de pintura, out-door, fotografia, festival de performance, performance sonora, vídeo- arte e conversas públicas. O EIA propos o Toró Imersivo, convidando os seres performáticos a compartilhar suas sonoridades e incorporar a pajelança.

2008- JOGO EIA

Como resultado de um 2007 de reflexões, o EIA iniciou 2008 com a convicção de que era necessário repensar o formato de imergir na cidade. Seguir com a mesma dinâmica seria uma clara cristalização de formato, que se cega às potencialidades do encontro criativo entre coletivos e comunidades que dão ao espaço público direções, essências e atribuições que de fato respeitam o presente como espaço de liberdade e reconfigurações inesgotáveis.

A opção por se fazer um JOGO surge da percepção de que o mais rico do EIA é a convivência entre pessoas de diversas cidades brasileiras, com as mais variadas trajetórias artísticas, políticas, amorosas e territoriais. Quando indivíduos e coletivos chegam em São Paulo com seus projetos de intervenção prontos, como aconteceu desde 2004, perde-se a potência de um processo de colaboração criativa mais intenso e mais contextualizado com os territórios levantados para se realizar as intervenções.

É claro que, em 2006, quando passamos a apresentar aos interessados um mapeamento dos locais onde faríamos ações durante a semana, os projetos ganharam mais abertura para um diálogo com as comunidades. Entretanto, o diálogo entre coletivos/ artistas não era bem
aproveitado. Além disso, os participantes do EIA que constroem a Experiência Imersiva Ambiental ao longo do ano, sentiram que durante a semana de imersão ficou difícil dividir as tarefas e principalmente as responsabilidades. Eram muitos projetos, que demandavam um tipo de produção com horários, materiais, programação, divulgação, deslocamentos e ligações telefônicas que, em última análise, acabava por limitar o intercâmbio entre os artistas, deixando as pessoas de São Paulo sobrecarregadas e exercendo um papel de "produtor de
evento".

Convictos de que nosso horizonte é caminhar cada vez mais para a organização rizomática, em que as informações e atribuições possam fluir igualmente entre todos, com o foco na rua, na imersão, no convívio, no coletivo e na autoria compartilhada, resolvemos abolir a idéia de envio de projetos. A relação intensamente horizontal, a abertura a todos os que chegam, a indeterminação do processo, a paixão pela experiência, a solidariedade na ação, enfim, coisas que representam uma outra forma de organizar. O EIA é um processo e uma vivência, na qual o saber sobre a cidade, o outro, a arte, se constrói, aberta ao acaso, ao desejo, à idéia.

No início do ano de 2008 declaramos iniciado o JOGO, reforçando nosso foco noprocesso. Cada reunião, cada articulação, cada idéia, tudo é considerado parte do JOGO. Desde janeiro passamos a nos encontrar semanalmente e a delinear o que seria o tabuleiro urbano. Junto a esse planejamento, o EIA tinha uma necessidade grande de organizar sua história. São milhares de fotos, muitos vídeos não editados, textos e uma rede de coletivos e indivíduos espalhada pelo Brasil e América Latina. Até então, esses materiais encontravam-se nos muitos blogs que fizemos e, principalmente, em muitos hard drives dos participantes. Optamos por elaborar com a Coopperativa Laudelina um site com uma interface mais dinâmica e participativa, fundada no software livre adotando o WIKI como ferramenta para organizarmos nossa história. Atualmente estamos migrando o conteúdo. A opção pelo software livre e pela edição coletiva nos pareceu mais coerente com o processo criativo do EIA.

Em setembro, fizemos os debates públicos no Centro Cultural São Paulo. Foi mais uma etapa do JOGO, em que os debatedores eram encarados como jogadores-asterisco, por trazer para a elaboração do tabuleiro urbano, onde nos propusemos imergir, pesquisas e vivências cotidianas na cidade que estão em sintonia com as preocupações dos jogadores. Foram mote dos debates: Ambientes Virtuais e Campo de Imersão; Percurso dos Resíduos; Locomoção pelo ½ Fio; Artistas do Mundo, Onívoros; e um reencontro com os coletivos que atuaram na ocupação Prestes Maia. Os jogadores-asteriscos aprofundaram temas que nos deram idéias sobre percursos e práticas para a semana de imersão e nos permitiu um espaço para a crítica, reflexão, vivência multidisciplinar e partilha entre as redes com as quais tecemos. Os debates também foram um momento mais específico de chamar novas pessoas para participar do processo, que se constitui sobretudo "por afinidade" entre as pessoas.

Acreditamos que o formato de JOGO trouxe em seu cerne a necessidade de entrega, espírito lúdico, confiança na nossa regra número 1, que é "Todas as regras podem mudar" e desapego aos limites, regras e configurações da sociedade urbana. A estratégia encontrada para que os
jogadores participem do EIA em 2008, com uma presença inocente, refrescada e desejante por criar e transformar junto, foi a idéia de que cada pessoa trouxesse uma mochila com "elementos", que são materiais, poéticas e interesses de cada um. É a partir da articulação
dos conteúdos das mochilas e do mapeamento dos territórios anfitriões que o jogo de criar junto deve acontecer. Estas mochilas vão se intercambiar entre os jogadores, fortalecendo não apenas o fazer junto, mas o fazer com o repertório do outro e a troca com os anfitriões nos territórios. Entretanto, nada está pronto. São apenas peças para o tabuleiro urbano, e que pela forma como forem pensadas e apropriadas permitirão a criação de situações de resistência aos
paradigmas ambientais-políticos-sociais da contemporaneidade, ao buscar um lugar de expressão que requer o outro, requer o corpo e a presença e percepção sobre o lugar onde se está.

Envolvidos pela convicção de que a configuração de corpo-outro-espaço pode, ainda que sutilmente, alterar a subjetividade da experiência política e criativa da cidade, entendida aqui como um acontecimento vivo e transmutável, entendida como ambiente, o EIA não apenas quis potencializar a criação entre jogadores, mas também com os lugares onde vamos imergir. Para tanto, escolhemos XX territórios anfitriões. Tratam-se de lugares onde conhecemos jogadores residentes e mediadores que apresentam a comunidade, com seus cantos, centros, histórias, problemas. Embora o JOGO tenha como um de seus eixos o acaso, não vamos nos submeter a ele, pois existem alguns direcionamentos e interesses que nos movem. Mas o modo de construir esses direcionamentos importa muito, através de processos coletivos presenciais e integrados em rede, em relações que vão se construindo nos territórios, em contribuições que novos jogadores continuamente agregam. Esses direcionamentos são tanto uma intuição que se descobre em processo, quanto são resultado de intensa colaboração entre os jogadores.

Os territórios-anfitriões são: Morro do Querosene, Grajaú, Itapecerica da Serra, Sé/ Luz e Vila Sabrina. Ao longo do segundo semestre organizamos expedições para esses lugares e reuniões com seus moradores. Cada território demanda um tipo de parceria, de negociação, o que, conseqüentemente gera um tipo de idéia de percurso para o jogo, que é construído com os jogadores residentes e não- residentes. Muitos dos jogadores-asterisco, ou debatedores, também participam desta etapa ou abrindo um território ou propondo oficinas ou participando como mais um jogador. O JOGO aconteceu entre 05 e 14 de dezembro e os seus desdobramentos ainda não finalizaram. o EIA está aos poucos tornando disponivel os relatos e registros da Semana Imersiva no blog http://mapeia.wordpress.com

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

PROSPECTA 2009







DE 20 a 23 de janeiro, a cidade do Natal/RN realiza o PROSPECTA 2009.


O Prospecta 2009 nasceu do desejo de aprofundar as discussões sobre arte contemporânea dentro de linguagens "emergentes" na cidade como fotografia, performance e intervenção urbana.


Já há algum tempo percebemos um incremento nessas duas primeiras categorias nos salões existentes na cidade, bem como um aumento significativo de artistas utilizando essas técnicas. A intervenção urbana, por outro lado, sempre esteve em uso pelos artistas, mas houve uma queda nos últimos anos. Neste sentido, tentamos gerar um espaço de discussão e práticas que dêem início a uma nova fermentação nessas áreas ou que pelo menos motive os artistas a agir mais no campo urbano, fora dos salões.


Partindo desses preceitos, achamos necessário discutir as políticas públicas que estão sendo construídas no Estado, no Município e no País. Podemos também, dentro desse enfoque, discutir os salões e sua atuação, os mecanismos do sistema de arte difundidos hoje; os processos de criação coletivos, atuação dos coletivos na sociedade e muitos outros pontos...


Participe!


Vamos em frente...